Quarta-feira, 10 de Maio de 2006

A vida errante de uma vírgula

 

Ao longo de um texto,

 

Vivia uma vírgula...

Indeciso era o seu jeito

De juntar-se às palavras

A criar o seu efeito.

 

Então, mudou de lugar,

Rodeou os vários sentidos,

Rodeou …

Alterou o tamanho das orações.

Não conseguia fixar-se!

Tentou ainda mais uma vez

E parou a lamentar-se:

 

-De toda a pontuação,

Eu sou e serei sempre apenas,

 

Uma simples pausa breve.

Melhor fosse eu travessão

A não ser um ponto de interrogação…

 

Variou, então a frase criada, (Acabar com a vírgula, não é ela fundamental!)

Introduzindo alteração de sentido.

Retomou o seu lugar devido,

Gozando da sua mobilidade.

Uma vez a frase alterada.

Logo surgiu a verdade final:

Acabar com a vírgula não, é ela fundamental!

 

Ângela Silva –8ºA

 

 

 

 

 

Publicado por ML às 22:03
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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