Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

A janela do luar

  Descobri agora que da janela do meu quarto vejo uma outra janela. Os aldeões chamam-lhe a janela do luar, vá-se lá saber porquê! É uma das muitas janelas da casa do samurai. Ontem à noite olhei pela janela e pareceu-me ver uma mulher sentada numa cadeira a ler poemas ao filho. Ouvia-a falar de palavras sublimes e de palavras vulgares, de palavras esquecidas e de palavras que temos que esquecer. Ouvia-a dizer que a poesia é o único refúgio das palavras belas, esquecidas pelo homem. E noite após noite ela diz e repete que a poesia é o único refúgio das palavras belas, esquecidas pelo homem. Os aldeões dizem que eu estou doida, visto que o único habitante daquela casa morreu há mais de 100 anos. Se a mulher e o seu filho são reais ou não, se existem ou se já existiram não sei. Só sei que ela lá está, noite após noite, a ler poesia ao filho.

 

Mariana Guerra, 8ºC

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Publicado por ML às 15:23
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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