Segunda-feira, 18 de Abril de 2005

Capitão Gancheta e o Barco Roubado – PARTE I

Era mais uma manhã a florescer no porão do navio. Mais uma manhã de roubos e festins.
Acordou já o sol raiava e iluminava todo o quarto. O quarto não era espaçoso e muito menos parecia estar limpo, visto que em certos locais se viam grandes manchas de pó. Era em tons de castanho e tinha vários móveis de uma beleza invulgar (talvez roubados de algum castelo que assaltámos). Tinha ainda uma grande arca colocada num canto do quarto. Era uma arca velha e também ela castanha, mas o mais belo era o que estava no seu interior: muitas moedas de ouro, pulseiras, brincos, colares e até roupa a recheavam.
Saiu do quarto com a mesma cara com que me encarava todos os dias.
Perguntou-me qualquer coisa, mas não ouvi, porque estava demasiado concentrado no que estava a fazer. Então, ele repetiu, mas agora, com uma voz mais pesada e autoritária:
- Já me preparaste o pequeno-almoço?
- Sim meu capitão, já arranjei tudo! Disse-lhe eu entre dois bocejos.
- Estás com sono, rapaz? Hoje vamos ter um dia muito complicado.
- Então porquê? Perguntei eu muito entusiasmado.
Ele fez uma breve pausa e exclamou:
- Vamos às Berlengas visitar um velho Lobo-do-Mar!
- Eu conheço? Perguntei com pouca convicção.
- Julgo que nunca te falei dele. Chama-se Olho-de-tigre.
- Olho-de-tigre! Então, porquê?
- Ouve dizer-se que, em tempos, nas Caraíbas, habitava um rei e a sua família. Ele tinha uma filha muito feia que parecia um porco com orelhas de elefante chamada Eunice, e como ela já tinha dezanove anos queria casá-la . Então, como ninguém queria casar com ela, o rei propos que, a quem a aceitasse como esposa, ele dava um diamante...
Não o deixando terminar questionei-o:
- Chamado Olho-de-tigre???
- Tem calma, rapaz! Disse ele, mas vendo a minha cara de curiosidade, prosseguiu:
- Onde é que eu ia?.... Ah pois, já me lembro, Ele dava um diamante vermelho a quem aceitasse casar com ela.
Olho-de-tigre, julgando-se mais esperto do que o rei, aceitou casar com a filha dele.
Passaram-se dois anos. Ele que já tinha conquistado a confiança do rei, que ao princípio andava muito junto dele para ter a certeza que não era alvo de nenhum roubo, foi à sala onde se encontrava o diamante e, como não estava lá ninguém, agarrou-o. De repente, ouviu passos no corredor que dava acesso à sala e, movido pela ganância, aproximou-se da janela, segurando fortemente o diamante. A porta abriu-se de rompante e a figura do rei surgiu, majestosa e aterradora. Olho-de-tigre, segurando o diamante, lançou-se da janela e ao estatelar-se na relva enfiou o diamante no olho.
Eu estava perplexo com o que acabara de ouvir e perguntei-lhe:
- Mas e o diamante? O Olho-de-tigre foi apanhado?
- Quanto ao diamante nunca se soube ao certo, alguns dizem que o rei é que ficou com ele, outros que o Olho-de-tigre é assim conhecido porque o diamante está na cavidade do seu olho. Não se sabe ao certo, por isso é que eu vou lá hoje. Quero encontrar aquele diamante!
- Você não! Nós. Nós vamos os dois procurar esse diamante. Mas ainda não me respondeu a pergunta que eu lhe fiz antes.
- Hã!... Ah, quanto a isso… ele foi apanhado e preso numa torre de onde acabou por sair dois anos depois, com a ajuda de um guarda. Vai ser arriscado! Vai...Vai...disse ele, olhando para mim.
- Não faz mal! Eu irei contigo, retorqui.
E assim seguimos para a viagem que iria mudar as nossas vidas…
( continua…)

Beatriz Rodrigues
Publicado por ML às 19:11
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Esquecido




Já ninguém volta,

ao que já deixou.

Ninguém larga a grande Roda,

Ninguém sabe onde já andou.





Já ninguém lembra,

o que já esqueceu...

Porque toda a gente esqueceu!

Tudo o que na vida já PERDEU!





No mundo já ninguém vê,

Seja fidalgo ou pastor,

Aqui na barca da fantasia,

No meio de lamento e dor,

Ninguém aguenta esta agonia,

Ninguém sabe nem sabia,

O que aqui acontecia...





Já ninguém volta,

À vida que levava,

Já ninguém acredita,

Naquele barco que rumava...





Já ninguém acredita,

Que se saia desta treva...

Da neblina que à volta se serra...

E que a lembrança a todos roubava,





Nos dias simples agora se esqueciam,

A pouco e pouco as memórias desapareciam...





Ao largo já ardia,

A barca da fantasia.

Era a lembrança que morria,

Uma vida que desaparecia.






Edi

Publicado por ML às 18:45
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Anjos Caídos - parte I



Antes dos Homens, os anjos viviam em paz no Olimpo.
Havia anjos de todo o tipo, mas os mais importantes eram os do exército. Todos comandados por Deus tinham as suas funções bem definidas.
Os dois chefes supremos (abaixo de Deus) eram Gabriel e Xavier. Eles os dois eram os anjos mais fortes, mais belos e mais destemidos.
Cada vez que a força do mal atacava, eles e o seu exército de 20000 anjos destruíam as maldades.
Um dia, Deus pensou em criar uma nova forma de vida que pudesse ser-lhe fiel. Dali apareceu o homem, mas não o primeiro homem que nós conhecemos e sim um homem muito mais evoluído do que nós .
Xavier ficou descontente com a obsessão de Deus pelos insignificantes homens da Terra organizou uma companhia de forças contra Deus. Assim, apareceram os anjos caídos. Durante muitos anos havia uma constante luta no céu e foi escrito o livro sagrado que continha toda a informação sobre a guerra e ainda muitos segredos sobre a luta das forças de Gabriel contra as do Xavier.
Até que, Gabriel lutou pessoalmente contra Xavier. Com os seus poderes as suas enormes capacidades de lutar e voar eles fizeram uma luta que nenhum anjo era capaz de esquecer e esta também foi escrita no livro sagrado. Depois de muitos anjos feridos e outros mortos, Xavier ganhou mas não matou Gabriel, porque ele era muito poderoso para morrer, ele era imortal. Gabriel caiu na Terra, no meio das escadas do Vaticano, em Roma. Foi recolhido, pelos padres e a sua identidade mudada pois, depois da luta ele perdeu a memória. No Olimpo, Deus castigou Xavier, tirando-lhe praticamente todos os poderes e a sua beleza, enviando-o para o centro da Terra, enquanto pensava no castigo daqueles que queria destruir. Xavier tornou-se o líder dos vários demónios que se iam reunindo e que tinham ouvido falar sobre um novo "Deus". Esse criou, com todos os seus poderes, um segundo céu (mas desta vez para os demónios) e queria formar um super exército.
Xavier atormentou os humanos com os seus demónios, o que causou uma mudança na Igreja Católica, pois ele utilizou Gabriel como caçador de monstros para destruir todo o mal.
Gabriel continuou à procura da sua memória.

( continua...)
João Cardoso
Publicado por ML às 15:04
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Pintor



Acorda de manhã e vê as cores do dia. Olha-as com uma imaginação, um sentimento incontrolável. Brincando com as cores, começa a pintar, a pintar, a pintar com tanto amor que tem para dar…
Mas, quando olha para o mundo e vê as cores do dia (que já não são como antigamente) fica revoltado! Está tudo tão sujo e ninguém consegue limpar!
Nos seus quadros existe o seu mundo, a sua vida com brilhos e lustres de encantar. Lá dentro existe uma paisagem tão maravilhosa que dá vontade de ali ficar. Quando chega a noite dorme e sonha. Sonha com os seus quadros, os que ainda vai pintar. Ele é uma personagem que vive noutra vida, cheia de esplendor e com o seu maior sonho: nunca parar de pintar.
Ao menos se tivéssemos estas paisagens, este mundo, podíamos sempre sonhar!
Débora Sarmento

Publicado por ML às 14:24
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2005

Primavera...



Pelas suas janelas azuis e brilhantes, Madalena contemplava aquele dia de Primavera…
No ar pairava um cheiro a flores frescas, aqui e ali crianças brincavam, riam e gritavam, alegres e sonhadoras.
Os pássaros cantavam uma sinfonia encantadora que levava Madalena a um reino encantado de príncipes e princesas.
As borboletas e abelhas saltitavam de flor em flor, destas havia amarelas, cor-de-rosa, cor-de-laranja, vermelhas, formavam um arco íris de cores quentes e harmoniosas que era cortado pelas árvores de folhas verdes e viçosas.
No centro do jardim havia um lago grande e límpido, que se ia enchendo de patos…
O sol começava agora a descer como uma pena que corria pelo jardim empurrada pela brisa quente que se sentia.
Madalena estava encantada com o que via e, no seu pequeno caderninho de folhas brancas, pintou aquele jardim , para que nunca aquela tarde maravilhosa fosse apagada da sua memória.
Quando acabou, fechou o seu caderninho e sentou-se na relva rodeada de flores a ver o sol esconder-se por entre as colinas.








Inês Eira
Publicado por ML às 15:05
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Nasceu, finalmente...

tal como eu pretendia!!!

Neste ESPAÇO de CRIATIVIDADE vamos poder publicar e divulgar tudo o que vivemos na escola e na vida! Os textos não serão somente o reflexo de uma aprendizagem, mas de uma criatividade sem barreiras.

Mais uma vez, a motivação que transmito aos meus alunos para a escrita de textos e para a leitura deu os seus frutos!

Aqui estão vão estar esses frutos de empenho e motivação...

Para quem quiser apreciar...

Publicado por ML às 15:02
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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