Terça-feira, 28 de Junho de 2005

...

Amor,

por Alexandra Raimundo

um sentimento mágico, sem explicação e manipulação. É muito mais do que uma palavra e sentimento.
Amor à vida,
Amor ao próximo,
Amor à família - somos seres que amam, amam e nunca nos cansamos de amar, mas a realidade é que nem sempre amamos de verdade!
Para mim, o amor é uma das palavras mais bonitas do mundo, uma palavra que me dá vida e força, por isso resolvi escrever sobre ela.
Acredito que toda a gente tem dentro de si próprio este sentimento! Até a pessoa mais rancorosa e má do mundo já amou!
Amar não é só dizer que amo e fim! Amar é saber respeitar, compreender, ajudar, perdoar, confiar, dialogar e também ser um companheiro, é uma enorme lista de verbos ou acções que muitas pessoas se esquecem e por vezes esse esquecimento tem consequências graves!
O Amor não é um sentimento em que se escolhe a pessoa ou a coisa que é amada, mas sim um sentimento que desperta dentro de nós como uma flor que rebenta na Primavera! Não escolhe idades, nem ocasiões! Instala-se dentro de nós sem pedir permissão, o que me fascina ainda mais.
Ninguém tem culpa de amar!
E o melhor é amar e ser amado, pois ser correspondido sabe ainda melhor.
Nunca devemos impedir o amor entre dois seres, pois eles não mandam nos seus sentimentos, simplesmente se submetem à força do seu coração apaixonado.
É pena às vezes ouvirmos histórias de Amor que acabam em desgraça. Por isso mesmo eu volto a repetir que é preciso haver confiança no próximo e muita compreensão e respeito!
Muitas vezes não conseguimos perceber o que o nosso coração nos quer dizer, e quando damos por nós já estamos apaixonados!
O Amor traz , por vezes, a desilusão que também pode acompanhar a traição. Desilusão porque aquela pessoa não é aquilo que nos esperávamos e por ter traído os nossos sentimentos. E acho que, no amor, o que dói mais é isso mesmo! Mas há que superar tudo isso e seguir em frente, lutando pelos nossos objectivos.
Devemos viver sempre em Amor porque sem ele vamos sentir-nos muito sós. É um sentimento muito importante, por isso não devemos brincar com ele nem com os sentimentos de ninguém. E temos que ser capazes de perdoar e assumir os nossos erros, o que só por amor se consegue.

Para mim, isto é o Amor. Será que estou errada?

FIM

Publicado por ML às 16:21
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Provérbio


 


"Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar-se."

Publicado por ML às 13:26
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Quinta-feira, 23 de Junho de 2005

Sem Nada...

Era o cimo de uma casa, um telhado cinzento, uma chaminé ancorada, uma telha... perdida pelo vento!
Era uma casa vazia, numa paisagem deserta, só um tecto emergia no meio de uma imensa luz encoberta.
Era um destino imenso, um final denso para uma casa... que só o telhado tinha, e que nem ele usava!!
prof.
Publicado por ML às 13:48
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2005

Carta




Querida mãe,


espero que esteja tudo bem consigo…


Estou aqui neste enorme barco a navegar neste imenso mar azul onde os temporais e as marés se encarregam do meu destino, que desta vez me guiou para as ilhas do Atlântico.


Numa das minhas viagens na terra por onde passei estavam estendidas ao sol duas tartarugas gigantes com as suas tartaruguinhas que pareciam estar felizes...quem me dera a mim que meu pai me perdoasse e que aquela imagem acontecesse de novo na nossa família como nos velhos tempos.


Ontem, fui aos mares da Cornoalha onde desembarquei na praia. Os búzios eram cor-de-rosa com manchas brancas que eram arrastados pelo mar quando a maré subia; as conchas eram às riscas brancas e pretas e até parecia que preferiam estar na areia do que na àgua do mar, com o seu balançar tão esbelto.


Sei como és e que te preocupas com tudo. O teu maior medo, para além de eu estar a sã e salvo é que eu não me esteja a alimentar bem, mas, estás enganada porque no barco existem provisões suficientes e a comida é tão boa, mesmo como os teus cozinhados deliciosos.




Adeus, Perdão e que Deus te protege a ti e a toda a nossa família



P.S- Tenta convencer o pai a perdoar-me. Por favor !



Renata
Publicado por ML às 13:34
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Domingo, 5 de Junho de 2005

ANJOS CAÍDOS - PARTE II

O Vaticano começou a investigar...
Passaram-se 20 anos até que descobriram que existia um livro que continha segredos importantes para a derrota do mal e para as memórias de Gabriel.
Todos insistiam para que Gabriel não fosse porque os perigos eram imensos. Gabriel conseguiu descobrir uma pista que o levava a França. E foi assim que partiu logo num comboio em direcção a França.
Chegou a uma aldeia pequena muito deserta. Gabriel só tinha os velhos documentos do Vaticano que diziam para procurar no macaco menos importante dessa mesma aldeia. Gabriel procurou um macaco pela aldeia, mas nada encontrou. Uma velhota então disse-lhe para ir perguntar a um velho sábio no templo. Gabriel subiu um longo percurso de escadas até que chegou ao templo e foi falar com o velho.
Havia uma pequena casa ao lado do templo. No templo havia uma velha placa já meio destruída pelo tempo que dizia : não entrar. Gabriel olhou para a casa e o seu braço começou a ficar um roxo e brilhante. Quanto mais se aproximava da casa, mais o seu braço lhe doía. As luzes estavam apagadas. A casa parecia abandona e assombrada. Gabriel aproximou-se da porta que rangeu ao abrir. Lá dentro estava o homem a flutuar, Gabriel espreitou para trás e reparou numa espada que brilhava como o seu braço. De repente, o homem virou-se e caiu morto no chão como se alguém o estivesse a agarrar. Mais rápido que o vento, duas sombras envolveram Gabriel. Este saltou na direcção da espada e agarrou a espada com toda a sua força. Das sombras formaram-se dois anjos negros que com as suas enormes espadas atacaram Gabriel. Gabriel lutou com os anjos negros num combate intenso.
Primeiro ele empurrou-os e, num salto, atirou a espada contra o outro que saltou de árvore em árvore, acompanhado do último anjo.Depois, atirou a espada para a asa do anjo fazendo com que este ficasse preso na árvore e com os seus poderes sugou toda a energia que o anjo tinha, obrigando-o a libertar o corpo e a desfazer-se numa poça de sangue. Depois, Gabriel agarrou na espada e correu para a pequena casa na qual estava o seu ex-amigo. Gabriel viu Xavier e, de dentro de Gabriel, saiu uma onda de energia que obrigou Xavier a sair e desaparecer. De repente, toda a casa surge iluminada e lá dentro estava uma estátua de um macaco e um mapa em cima da sua cabeça. Gabriel tirou-o e viu que tinha de ir para os Himalaias.
Partiu então imediatamente e levou a sua espada. Chegou à Índia e foi subindo os Himalaias quando, de repente, um vulcão formou-se numa questão de segundos.
Gabriel desceu o vulcão e lá dentro estava uma pirâmide! Dentro da pirâmide levou com uma lança na barriga, mas depois de se concentrar reparou que a lança estava a sair sem deixar marcas. Um pouco depois o chão começou a tremer e desapareceu. Gabriel caiu e quando olhou para baixo viu um monte de lanças. A menos de um metro para morrer saíram das suas costas duas enormes e brilhantes asas que o ajudaram a sair do buraco. Mal ele chegou ao chão, as asas desaparecem e Gabriel retomou a sua aventura. Chegou então à sala sagrada e tirou o livro. Tudo começou nesse instante a cair e Gabriel não teve tempo para sair. Ficou debaixo do vulcão!! Passado algum tempo, tudo começou a tremer e, numa onda de energia, milhões de fragmentos de rocha espalharam-se pelo céu.
No meio da poeira, apareceu Gabriel, mas em anjo que voltou para o Vaticano a toda a velocidade. Quando chegou ao Vaticano quase como uma luz, apareceu deitado de costas a porta de uma igreja. Os padres ao vê-lo com o livro ficaram aliviados.
Uma semana depois, mas só depois de Gabriel acordar e se levantar, o livro foi aberto e Gabriel descobriu seu verdadeiro nome. Descobriu que era um anjo (daí as suas asas, super força, e a ferida) e que o seu braço continha uma parte de Deus e que à medida que ia lutando, o seu nível de força e de agilidade ia aumentando.Por isso, o seu objectivo era derrotar Xavier e todo o mal .
(CONTINUA )

João Cardoso

Publicado por ML às 01:28
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Carolina


Carolina era uma rapariga que encontrei quando passeava no areal dourado de uma praia. Estava sentada à beira mar a observar extasiadamente o horizonte onde se juntava o azul do céu com o azul das águas e no centro prestes a desaparecer o sol com a sua cor alaranjada confundia-se com uma bola de fogo. Quando me aproximei, deparei-me com um rosto de beleza extrema e que transmitia uma sensação de serenidade.

Era alta, magra e aparentava ter uns 18 anos de idade. A pele de Carolina estava bronzeada e brilhante e o seu cabelo apanhado era comprido e de um castanho dourado que se confundia com as areias da praia. O rosto era liso e macio, os seus olhos azuis e grandes, como uma bola que ao longe corria para o mar, eram expressivos e transmitiam muito da sua personalidade, nunca antes vira um nariz como o dela que era perfeito, e os lábios finos e rosados pareciam ter sido desenhados com um lápis.

O pescoço de Carolina era esguio e a cintura delgada e esbelta. Os braços eram finos mas compridos, e as mãos lisas e hidratadas com dedos magros e compridos, unhas grandes, pintadas de branco davam a sensação de pequenos flocos de neve. As pernas eram esguias e os pés descalços estavam molhados e cobertos de areias.

Vestia uns calções de ganga e uma t-shirt com o seu nome pintado a dourado.

Carolina era extremamente autónoma e convicta das suas escolhas, era serena e optimista em todas as situações e nunca abandonava os seus amigos. As suas maiores qualidades eram a sua capacidade de ouvir os outros e a solidariedade que demonstrava a todas as pessoas. O seu maior sonho era ajudar todas as crianças.

Carolina era uma rapariga com uma beleza extrema, parecia uma princesa saída de um conto de fadas, era impossível não se gostar dela.


Inês Eira
Publicado por ML às 01:17
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2005

Tempestade



Pela janela do quarto, contemplava-se o mar e a violenta tempestade que se sentia naquele início de noite.

O céu estava escuro e coberto de nuvens, ouviam-se seguidamente enormes estrondos da trovoada e o vento, que uivava, arrastava tudo o que se encontrava na rua.
O céu era esfaqueado pelos raios que morriam ao chegar à linha onde começava o mar. E a chuva com a ajuda dos vento batia às portas e janelas, tentando entrar nas pequenas casa dos pescadores.

O mar estava enraivecido e invadira todo o areal que, naquela tarde, estivera repleto de pessoas. As vagas chegavam ao paredão que dividia a praia da marginal estreita e calcetada.

Ao longe via-se uma pequena luz que ficava ao fundo do promontório, esse estava a ser varrido pela fúria das ondas...

O vento não parava, a chuva continuava a cair, as vagas aumentavam ainda mais, e chegavam agora junto das casa, mas o barulho acalmara.

A janela fechou-se e tudo continuou violento e destruidor do lado de fora. Esta sim, era uma verdadeira tempestade!!!

Inês Eira

Publicado por ML às 14:00
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Paisagem Imaginária




O meu olhar vagueia
No longínquo manto
Retalhado de mil cores


Porque já é primavera,
Eu absorvo o cheiro
Das rosas e do alecrim
Que rodeia a casa amarela
De onde todas as manhãs
Vem o aroma do pão quente


Talvez amanhã,
As macieiras já tenham flor.


Agora a minha tela
Está quase pintada
Falta apenas o vermelho
Talvez o das cerejas
Que chegue amanhã!


Inês Batalha
Publicado por ML às 11:29
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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