Quarta-feira, 24 de Maio de 2006

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Arruda, 20 de Setembro de 2005

Querido Bin Ladden,

      

Como é viver nos esgotos municipais?

Não deve ser fácil com tanta gente a puxar o autoclismo a toda a hora.

Deves precisar de ter o guarda-chuva sempre à mão.

E como estão os ratos? Ontem atropelei um.

Daqui a uma semana vou aí ver-te.

Deixa a tampa do esgoto aberta para o carteiro não se enganar.

                                                                        

                                   Um grande abraço do teu amigo

                                            Miguel Pires - 8ºD

P.S. – Controla aí as bombas.

      

 

Publicado por ML às 18:37
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Carta de Hans para o Pai

 

Cidade do Porto, 18 de

Novembro de 1978

 

Meu pai,

estimo que esta minha carta o vá encontrar bem de saúde junto da mãe que eu estou bem.

Quero-lhe dizer que já deixei as brisas e as tempestades das ondas do mar. Abandonei a vida de navegador e sou agora um homem estabelecido, terra firme.

Tornei-me sócio do Sr. Hoyle e trato de todos os assuntos relacionados com a armada e os negócios do vinho: verifico a ordem dos armazéns, o bom estado dos navios, a competência das equipagens, controlo as cargas e descargas, discuto os negócios e os contratos. Quase já nem tenho tempo para viajar.

Como vê, pai, a vida é feita de encontros e desencontros e ninguém pode lutar contra o seu destino.

Eu, que quebrei todos os limites para ser um lobo-do-mar, tornei-me num homem preso á terra e aos negócios.

Peço-lhe mais uma vez, desculpa por ter seguido os meus sonhos e não a sua vontade.

Suplico-lhe que me aceite como seu filho e me receba em Vig.

Aguardando ansiosamente a sua resposta, despeço-me enviando-vos um saudoso abraço.

 

 Maria Angela, 8ºA

 

 

Publicado por ML às 18:34
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Ainda não estou acabado,

Não me dou por derrotado.

Faço o trabalho “lixado”

E nem sou recompensado.

Já nem digo um ordenado

Ou ser bem remunerado.

Só quero morrer…

Deixar para trás o trabalho pesado

A que estou habituado.

...

Parece que está terminado,

Finalmente está fechado.

E...

Se o trabalho fosse droga

Eu era “ganda” drogado,

É um vício

Pelo qual sou viciado.

Ao fim do dia...

Fechei a loja, olhei para cima

E disse obrigado...

Estou-me a queixar

Mas eu gosto de trabalhar,

Só que assim é exagerado!

Estás avisado,

Tem muito cuidado!!

Miguel Pires, 8ºD

Publicado por ML às 18:30
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A Boda do Casamento de Duarte e Amália

Acto único

Sala de restaurante, adornada com uma pintura da zona Ribeirinha do Porto, contendo os barcos rebelos. Mesa posta, com bolo de noiva. Há vários convidados, à volta da mesa, como figurantes, além das personagens principais e secundárias.

 

 

CENA I

 

PERSONAGENS: Brás Ferreira e General Lemos

 

Brás Ferreira - Ainda não sei como é que eu deixei isto chegar até aqui!

 

General Lemos - Deixe lá ! São águas passadas, o rapaz até é bom moço!   

 

Brás Ferreira - Não sei, não me parece. Com tantas mentiras que me pregou…

 

General Lemos - Pense comigo, se ele não gostasse tanto dela, da sua filha, não iria de certeza mentir-lhe ! Ele queria impressioná-lo.

 

Brás Ferreira - Bem, é verdade. Mas só desse ponto de vista!...

 

General Lemos - Está a ver como eu tenho razão. O Duarte vai ser um bom genro e   irá fazer muito feliz a sua filha!

 

Brás Ferreira - A ver vamos…

 

 

CENA II

 

PERSONAGENS: José Félix e Joaquina

 

José Félix - Minha querida Amália, sol da minha vida! Ai como eu estou feliz!!

 

Joaquina - Lá vens tu com a poesia…

 

José Félix - Estás a duvidar dos meus sentimentos Joaquina. Olha que me sinto ofendido. O meu amor por ti é infinito, amar-te-ei até aos fins dos meus dias!!

 

Joaquina - Não me faças rir. Mas, pronto, se é isso que sentes por mim…

 

José Félix - ( pedindo aos convidados silêncio) Meus caros senhores e senhoras, gostava que tomassem muita atenção ao que se vai passar agora.

Querida Joaquina (ajoelhando-se à sua frente e abrindo uma caixa com um anel de noivado), queres casar comigo?

 

Joaquina - José Félix, há séculos que queria ouvir isso! (sorrindo)

 

José Félix - Quis fazer-te esta surpresa no casamento da Amália e Duarte. Mas, afinal aceitas ou não?

 

Joaquina - Sim aceito, claro. Já que tivemos tanto trabalho para conseguir o bendito dote!...

 

 

CENA III

 

PERSONAGENS: Amália e Duarte

 

Duarte - Bem, parece que os pombinhos vão mesmo casar às custas do dote que o teu pai lhes deu.

 

Amália - É verdade. Até fazem um bonito casal. Vão ser muito felizes, espero eu.

 

Duarte - Eu também espero que sim!

 

Amália -  A nossa festa está a ser animada, os convidados estão a gostar!

 

Duarte - Pois estão, mas falta uma coisa…

 

Amália - O quê, querido?

 

Duarte - Já vais ver…( pedindo para porem uma música para ele e a sua noiva dançarem) Dá a honra, ao seu marido de dançar com ele esta música?..(beijando a mão de Amália durante algum tempo…)

 

Amália - Sim claro. Mas vais ter de me largar a mão para eu poder dançar…

 

Duarte - Desculpa-me, é que o criado não me deu o guardanapo…

 

Amália - Ó Duarte, tu tens sempre que fazer das tuas.  

 

Duarte - Eu estava a brincar contigo, tu tens uma mão tão suave…

 

Amália - Não desvies a conversa, vamos ou não dançar?...

 

Duarte – Sim claro, minha querida mulherzinha!

 

( Ouve-se a música e eles começam a dançar. Cai o pano e termina a peça.)

 

Maria Angela - 8ºA  

 

 

Publicado por ML às 18:26
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Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Estranho

Estranho…

É ver o que não vemos,

Gostar do que não queremos,

Não olhar para o que somos,

Olhar ao que fazemos.

 

Estranho…

É não olharmos à nossa volta…

Não vermos o que destruímos…

Não vermos o que somos…

 

Estranhos nascemos…

Estranhos vivemos…

Estranhos morremos.

 

Estranho…

É olhar o passado e ver o futuro.

Ou olhar o futuro e ver o presente.

Olhar o presente e não ver nada…

 

Mas eu…não sou apenas um estranho!

Sou eu!

Sou aquele que fala dos estranhos!

Que trata dos assuntos desconhecidos, estranhos…

 

Mas o resto…são estranhos!

Talvez todos o sejamos…!

 

Estranho…?! Talvez não…

 

Diogo Silva – 8ºA

 

Publicado por ML às 22:00
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Tu foges
De mim como a areia
Foge das maos
Fugidia, escorregadia
Suave, macia
Mas vou-te apanhar
Um dia...

Quando passo por ti
Passas mais depressa
Que um relampago
Puf!
Eclipsaste-te...
Nem tenho tempo
De ver os teus
Belos, deliciosos
Olhos cor de chocolate
Quando e que paras
De eclipsar-te?
Se me deixasses
Podia ajudar-te...

 

Neuza Machado – 8ºC

Publicado por ML às 21:57
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2006

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Pergunto o que faço

Questiono o que digo

Mas sei que quando dou um passo,

O que faço faz sentido!

 

O mundo é uma questão,

Não sei por que caminho vou

Alguém me pode dar a mão?

Pois não sei onde estou…

 

 

Estava uma grande neblina,

E imensa escuridão

Vi algo gigante ao longe

Mas era apenas um falcão!

 

Onde estou? Quem sou?

Fica em suspenso a questão…

 

Diogo Vaz – 8º D

 

 

Publicado por ML às 22:45
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A vida errante de uma vírgula

 

Ao longo de um texto,

 

Vivia uma vírgula...

Indeciso era o seu jeito

De juntar-se às palavras

A criar o seu efeito.

 

Então, mudou de lugar,

Rodeou os vários sentidos,

Rodeou …

Alterou o tamanho das orações.

Não conseguia fixar-se!

Tentou ainda mais uma vez

E parou a lamentar-se:

 

-De toda a pontuação,

Eu sou e serei sempre apenas,

 

Uma simples pausa breve.

Melhor fosse eu travessão

A não ser um ponto de interrogação…

 

Variou, então a frase criada, (Acabar com a vírgula, não é ela fundamental!)

Introduzindo alteração de sentido.

Retomou o seu lugar devido,

Gozando da sua mobilidade.

Uma vez a frase alterada.

Logo surgiu a verdade final:

Acabar com a vírgula não, é ela fundamental!

 

Ângela Silva –8ºA

 

 

 

 

 

Publicado por ML às 22:03
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Num sopro

Num sopro…

O tempo me levou a felicidade

O diabo me tentou pela cobra

A vida me atraiçoou

E eu fiquei só…

 

Manhãs claras viriam

Mas não brevemente

 

Verão sem Inverno

Frio sem calor,

Dia sem noite,

Sementeira sem colheita,

 

Num sopro esvaiu-se tudo

Apenas o nevoeiro ficou

E peças do puzzle da memória

Querendo atraiçoar-me também.

 

Eu,

Tu,

Sentados à beira do muro avistando a paisagem…

A tristeza de outrora, essa ficou…

 

Mas apenas ela e a paisagem.

 

( 4 de Maio de 2006)

 8ºA

Diogo Silva ( David Morgado)

 

 

Publicado por ML às 22:57
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Novo capítulo!

Hoje resolvi inaugurar um novo capítulo neste meu blog.

Por ser o mais antigo, aquele que corresponde à minha iniciação, queria mantê-lo, embora com um novo olhar.

Seguindo o lema da minha escola, e de certa forma o meu também, mantenho os olhos postos no futuro. E uma parte desse futuro está aqui. Através da utilização das novas tecnologias de informação e comunicação, pretendo continuar a motivar os meus alunos para a escrita e leitura. E porque não divulgar a todos aquilo que de melhor se escreve na escola??

A minha pátria também é a língua portuguesa, mas os meus alunos são o meu mundo...

Para vós, o meu projecto continua a crescer!!

Publicado por ML às 22:51
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Imagem criada a partir de uma pintura de Kandinsky.

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